terça-feira, 13 de julho de 2010

Alimentação da mãe que amamenta

A sensação de fome nem sempre é a melhor reguladora de calorias ou nutrientes.
A fome pode ser um fator importante para garantir que a mãe não se esqueça de ingerir alimentos num momento onde sobra tão pouco tempo para os cuidados maternos, mas também, pode levar a momentos de compulsão alimentar gerada pela inatividade e ansiedade, comumente relatada no pós parto imediato.
Não se deve realizar nenhum tipo de restrição calórica ou alimentar durante o período do aleitamento, ou pelo menos até o sexto mês, pois uma perda de peso severa ( > 10% do peso corporal total) acompanhada de ingestão insuficiente de nutrientes, pode levar a diminuição da produção e secreção de leite, deficiências nutricionais maternas e, até mesmo, desnutrição puerperal.
A mãe que amamenta deverá receber orientação de elevar entre 300 a 500 calorias o aporte calórico ao seu gasto energético basal. Isso significa que além das calorias recomendadas para uma mulher saudável, em idade fértil, que realiza ou não atividade física, esse total de até 500 kcal deve ser acrescido a sua rotina até o final do período de aleitamento exclusivo.
A partir da alimentação complementar a mulher poderá retornar ao seu padrão alimentar semelhante ao da gestação sem o adicional calórico, a fim de retornar ao seu estado nutricional pré gestacional ou ainda perder os indesejáveis quilinhos adquiridos antes mesmo da gestação.

Não exite em contatar um profissional especializado em alimentação ao menos uma vez ao decidir que será realizada uma dieta alimentar. A restrição calórica pode ter um impacto positivo ou negativo dependendo das escolhas e do tamanho dessa restrição.

Débora Rosa.

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