segunda-feira, 21 de março de 2011

Saudável desde os primeiros alimentos.


Como introduzir a alimentação complementar 


de forma correta e segura


A alimentação infantil, na verdade, inicia-se na fase intra uterina, ou seja, durante a gestação, quando a criança está recebendo nutrientes através da placenta materna para seu crescimento e desenvolvimento.
A alimentação do bebê passa a sua forma ativa a partir do nascimento da criança, quando a mãe dá início à amamentação.


O aleitamento materno é a melhor e mais completa forma de alimentar o bebê nos primeiros 6 meses de vida.

O aleitamento exclusivo, sem necessidade de oferta de outros alimentos, nem líquidos para a criança, é importante tanto para o bebê (que recebe a melhor nutrição e defesas imunológicas através do leite materno, como para a mãe, que consegue retomar mais rápida e tranquilamente às suas medidas corporais e ainda possibilita a criação de um vínculo afetivo ainda maior com seu bebê.
A partir do sexto mês o bebê estará preparado para receber e digerir outros alimentos, mas não todos. Algumas restrições são feitas nessa fase da alimentação complementar e os alimentos devem ser introduzidos lentamente e numa ordem considerada ideal pela Organização Mundial de Saúde.
Alimentação complementar (a partir dos 6 meses de vida)
Ao completar os 6 meses de vida, deve-se introduzir os primeiros alimentos à criança.
Sugere-se que essa introdução seja feita com os líquidos não adoçados e de sucos de frutas frescas e naturais, posteriormente alimentos de consistência pastosa (primeiramente papas de frutas e legumes cozidos), depois alimentos picadinhos, desfiados ou amassados (quando se acrescenta nas papas carnes moídas, peixe ou frango desfiado).
Diversos estudos demonstram que as preferências alimentares das crianças são determinadas após repetidas experiências com os alimentos, mas são necessárias aproximadamente 15 ofertas sem sucesso para determinar aversão alimentar.
Por isso, papais e mamães, vocês vão precisar de muito esforço e estímulo para introduzir determinados alimentos na rotina das crianças. Não desistam na primeira recusa, ela acontecerá, mas vocês ainda terão mais 14 tentativas, e assim por diante.
Essa recusa automática de colocar o alimento para fora da boca é um reflexo fisiológico, determinado como reflexo de protusão, e não merece preocupação nem suspensão do alimento “recusado”.

Mesmo sendo importante oferecer uma alimentação rica em verduras, legumes e frutas também é interessante introduzir um alimento diferente de cada vez, a fim de que a própria criança possa passar a reconhecê-los e selecionar os seus preferidos através de seu gosto pessoal (papas com muitos vegetais não permitem que ela faça distinção do paladar de cada alimento).



Os alimentos devem ser oferecidos preferencialmente amassados com um garfo e separados para o bebê começar a  apreciar  o sabor de cada um e começar a formar sua memória alimentar. No começo essa medida dá um pouco mais de trabalho, mas essa é a forma ideal de introduzir a alimentação em crianças maiores de 6 meses. Dessa forma, a criança passará a conhecer a verdadeira cor, textura e sabor dos alimentos.
As refeições da criança deverão ser compostas por um alimento de cada grupo e os alimentos deverão estar dispostos no prato separadamente e amassados ou bastante fracionado (caso da carne), exemplo: arroz (carboidrato)+ feijão (proteína vegetal)+ carne moída (proteína animal)+ abobrinha refogada (legume)+ verdura refogada picadinha (ex. couve refogada bem picadinha) + ½ fruta raspada ou amassada. De 1 a 2 colheres de sopa de cada alimento são suficientes para suprir as recomendações para essas refeições até aproximadamente os 10 meses de vida.
Por fim, por volta dos 10 meses, a criança estará pronta e madura para receber os alimentos sólidos e mais parecidos com a alimentação da família, pois a criança já conseguirá mastigá-los sem dificuldades ou riscos de engasgos.
Além disto, deve-se oferecer pequenos volumes de alimentos, preferencialmente em pratos pequenos e adaptados para a idade.
Respeite caso a criança não aceite mais a refeição, afinal a criança possui um centro regulador de fome muito mais preciso que o nosso e não será preciso insistir ou forçar para que a criança coma se ela já tiver comido uma quantidade suficiente para a idade.
Oferecer porções exageradas (conduta normalmente observada em pais ansiosos ou inseguros quanto à alimentação de seu filho) pode ocasionar perda de apetite ou apetite exacerbado para a criança, contribuindo com a obesidade infantil.

Espero que tenham gostado.
Um forte abraço,

Débora de Souza Rosa Oliveira
Nutriterapia Materno Infantil
Twitter: @nutriterapia



Esse texto foi publicado na semana passada no Portal das Mães: http://www.portaldasmaes.com.br/

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