quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ácidos graxos essenciais - ômegas 3 e 6

Ômegas 3 e 6 - 
Você sabe o que são, aonde estão e para o quê servem ?!?

(Entrevista concedida ao Portal Terra Alimentação sobre Ácidos graxos essenciais.)


Os ácidos graxos ômega 3 e 6 são gorduras poliinsaturados, e sua estrutura química mostra que a dupla ligação está no terceiro ou sexto carbono respectivamente a partir da extremidade oposta à carboxila. Muitos deles são chamados de "óleos essenciais" porque não podem ser produzidos pelo corpo e devem ser obtidos através da alimentação.
Quais os benefícios do ômega-3 para o organismo?

Os benefícios do consumo dos ácidos linolênicos ou ômega 3 já são bem
conhecidos e podem atuar de diferentes formas no organismo favorecendo
a saúde cardiovascular e atuando no controle dos níveis de colesterol
no sangue, pois previnem a formação de trombos e de depósitos de
gordura (prevenindo o surgimento de aterosclerose) e auxiliando na
redução de danos vasculares. Funções relacionadas à memória e à
concentração também são beneficiadas com o consumo de ômega 3.
Estudos recentes mostram que, após 72 hs de suplementação dietética de
Omega 6 e 3, já há alteração da composição da membrana celular e
redução da produção de substâncias inflamatórias  no organismo.


Quais os alimentos mais ricos em ômega-3, além dos peixes? 

Pescados, especialmente aqueles de águas profundas e frias, como:
salmão, arenque, atum, meca, cação e sardinha; frutos do mar em geral,
óleos vegetais, semente e óleo de linhaça e sementes oleaginosas, como
amêndoas, nozes, castanhas e pistache.



Entre os peixes, quais os mais ricos na substância? É preciso algum cuidado no modo de preparo dos peixes e dos outros alimentos ricos em ômega-3 citados para evitar a perda desse nutriente antes que o alimento chegue à mesa?

Durante o preparo de todos os alimentos in natura sempre ocorrem
perdas nutricionais, portanto em um salmão cru é bem provavel que a
quantidade de ácidos graxos seja bem maior que em um salmão assado,
porém sabe-se que essas perdas são pequenas e que boa parte dessas
gorduras permanecem presentes mesmo após o seu preparo. É sugerido que
evite submeter esses alimentos a altas temperaturas, como frituras e
longo tempo de cozimentos. Preferir alimentos ricos em omega 3 e 6
assados, grelhados ou refogados.


Esses alimentos citados devem ser consumidos com que frequência e em qual quantidade para suprir nossa necessidade de ômega-3?

O consumo desses alimentos deve ser variado e diário, portanto deve-se
priorizar, no mínimo, 3 porções de pescados por semana, porções
moderadas de óleo de canola ou linhaça e uma porção de 3 oleaginosas
diariamente.

Quais os benefícios do ômega-6 para o organismo?

Os ácidos graxos linoléicos, como são conhecidos, contribuem para a
diminuição de colesterol total e o LDL sanguíneo, contribuem para
manutenção do sistema imunológico e atuam na regulação dos níveis
glicêmicos e pressóricos.

Quais as principais fontes de ômega-6?

Boas quantidades de ômega 6 podem ser encontrados em abundância em
sementes oleaginosas, frutas como abacate e óleos de linhaça, milho,
soja e, principalmente, o de canola também possuem uma quantidade
considerável dos 3 ômegas, incluindo o ômega 9, recentemente
descoberto e pouco estudado até o momento.

Também é necessário um cuidado no preparo dos alimentos para evitar a
 perda de ômega-6 nesse processo? 
Os mesmos cuidados empregados no preparo de alimentos ricos em ômega 3
devem ser empregados no preparo de alimentos ricos em outros ômegas.

Qual a diferença entre ômega-3 e ômega-6?

A principal diferença está em sua estrutura química. O ácido linoleico
é considerado um ácido graxo ômega 6 porque a primeira de suas duplas
ligações ocorre no sexto carbono  a partir do radical metila terminal,
já o ácido linolênico ou alfa-linolênico, o ômega 3, apresenta sua
primeira dupla ligação no terceiro carbono a partir do radial metila
terminal. Essas diferenças de posições das duplas ligações são
responsáveis pelas suas diferentes ações no organismo.

Há algum problema se houver excesso no consumo de ômega-6 e ômega-3? 

O consumo desses alimentos deve estar inserido numa alimentação ideal
e dentro de um contexto saudável de vida, portanto não deve ser dada
atenção exclusiva ao consumo de alimentos ricos em ácidos graxos
essenciais.
Se consumido em quantidades muito grandes, pode trazer prejuízos para
sua absorção e digestão, eliminando sua parte boa. É necessário que
não haja exagero no consumo de qualquer tipo de ômega, principalmente
em forma de cápsulas. O ideal é consumir diariamente os alimentos
fontes para que não seja necessária a suplementação por meio de
medicamentos.

Há vantagem em diferenciar as fontes de ômega-3 e ômega-6  na alimentação?

Há vantagens em diversificar as fontes dessas gorduras apenas para
aproveitar todos os benefícios provenientes delas, pois, como vimos
anteriormente, cada ácido graxo possui uma função dependendo da sua
estrutura bioquímica.

Há outros tipos de ômega? Quais são esses tipos, onde podem ser encontrados e quais seus benefícios para o organismo?

Recentemente descobiriram a presença de outro ácido graxo em alguns
tipos de alimentos, o ômega 9 e espera-se que, em breve, ele seja
utilizado intensamente no tratamento de inflamação no intestino,
artrite reumatóide, asma, hipertensão e câncer. Seus benefícios, doses
seguras e alimentos fontes ainda não foram bem definidos, sabe-se, por
enquanto, que estão presentes em nozes, castanhas e amêndoas e no
abacate.

Podemos dizer que o ômega-3, 6, entre outros são gorduras boas?

Os ácidos graxos ômega 3 e 6 são considerados essenciais, pois nosso
corpo não é capaz de sintetizar e eles devem ser obtidos através de
uma boa alimentação, portanto podemos sim dizer que eles são gorduras
benéficas para a saúde do organismo. Seu coração agradece!!!


Nutrª. Débora Rosa
Nutriterapia
Nutrição Materno Infantil



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