quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Saudável desde os primeiros alimentos.

Alimentação complementar 
(a partir dos 6 meses de vida)

Ao completar os 6 meses de vida, os primeiros alimentos à criança já podem ser introduzidos na rotina da criança.
Sugere-se que essa introdução seja feita com os líquidos não adoçados e de sucos de frutas frescas e naturais, posteriormente alimentos de consistência pastosa (primeiramente papas de frutas e legumes cozidos), depois alimentos picadinhos em pedaços pequenos, desfiados e amassados.


Diversos estudos demonstram que as preferências alimentares das crianças são determinadas após repetidas experiências com os alimentos, mas são necessárias aproximadamente 15 ofertas sem sucesso para determinar aversão alimentar.
Por isso, papais e mamães, vocês vão precisar de muito esforço e estímulo para introduzir determinados alimentos na rotina das crianças. 
Não desistam na primeira recusa, ela acontecerá, mas vocês ainda terão mais 14 tentativas.
Essa recusa automática de colocar o alimento para fora da boca é um reflexo fisiológico, determinado como reflexo de protrusão, e não merece preocupação nem suspensão do alimento “recusado”.
Mesmo sendo importante oferecer uma alimentação rica em verduras, legumes e frutas também é interessante introduzir um alimento diferente de cada vez, a fim de que a própria criança possa passar a reconhecê-los e selecionar os seus preferidos através de seu gosto pessoal (papas com muitos vegetais não permitem que ela faça distinção do paladar de cada alimento).

Os alimentos devem ser oferecidos preferencialmente amassados com um garfo e separados para o bebê começar a  apreciar  o sabor de cada um e começar a formar sua memória alimentar. No começo essa medida dá um pouco mais de trabalho, mas essa é a forma ideal de introduzir a alimentação em crianças maiores de 6 meses. Dessa forma, a criança passará a conhecer a verdadeira cor, textura e sabor dos alimentos.
As refeições da criança deverão ser compostas por um alimento de cada grupo e os alimentos deverão estar dispostos no prato separadamente e amassados ou bastante fracionado (caso da carne), exemplo: arroz (carboidrato)+ feijão (proteína vegetal)+ carne moída (proteína animal)+ abobrinha refogada (legume)+ verdura refogada picadinha (ex. couve refogada bem picadinha) + ½ fruta raspada ou amassada. De 1 a 2 colheres de sopa de cada alimento são suficientes para suprir as recomendações para essas refeições até aproximadamente os 10 meses de vida.
Por fim, por volta dos 10 meses, a criança estará pronta e madura para receber os alimentos mais sólidos, menos amassados, mas ainda assim macios e mais parecidos com a alimentação da família, pois a criança já conseguirá mastigá-los sem dificuldades ou riscos de engasgos.

Além disto, deve-se oferecer pequenos volumes de alimentos, preferencialmente em pratos pequenos e adaptados para a idade.
Respeite caso a criança não aceite mais a refeição, afinal a criança possui um centro regulador de fome muito mais preciso que o nosso e não será preciso insistir ou forçar para que a criança coma se ela já tiver comido uma quantidade suficiente para a necessidade dela.
Oferecer porções exageradas (conduta normalmente observada em pais ansiosos ou inseguros quanto à alimentação de seu filho) pode ocasionar perda de apetite ou apetite exacerbado para a criança, contribuindo com a obesidade infantil.

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