quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Fast food saudável é possível?

Fast food saudável é possível!!!

Sim e, mais que possível, em alguns países já é uma realidade!
A Nutriterapia esteve fechada entre novembro e o começo de dezembro pois, Eu, Débora Rosa e meu marido, fomos viajar não só a turismo, mas também para conhecer a realidade alimentar de dois novos países da Europa: Ingleterra e Holanda.
Fiquei positivamente impressionada com a qualidade da alimentação de rua disponível para pessoas com o tempo curto e que precisam realizar as refeições fora de casa, como todos nós que vivemos em cidades grandes.

Foi-se o tempo em que as redes dominantes eram as lanchonetes de hambúrgueres com batata frita ou peixe frito com batata e molho (o tradicional e em extinção fish and chips).
Hoje em dia é possível obter uma alimentação saudável, completa e (pasmem!) de acordo com a sazonalidade escolhendo bem o lugar. E não precisa andar muito! As lojas de algumas redes estão espalhadas por todos os cantos. É possível encontrar uma loja em cada esquina!!!
Algumas redes como a Pret a manger, Itsu, Eat, Costa, entre outros,  além de oferecerem sanduiches saudáveis com pães integrais, vegetais, queijos e proteínas magras, oferecem bandejas prontas de comida japonesa (não sendo necessário, ou obrigatório como aqui, sentar e comer até explodir em um rodízio), noodles com legumes, integrais AND vegetarianos (sempre identificados com um pequeno v no cardápio), a quem interessar possa.

Há ainda opções de risotos com legumes, carnes magras e frutas avulsas tanto para o café da manhã quanto para a sobremesa do almoço. Shoyu light? Não precisa pedir, pois o “tradicional”, excessivamente rico em sal, não é disponibilizado.

Além da diferença do acesso rápido à essas preparações em momentos em que o tempo é curto, outra diferença assustadora é o preço.

Logo que voltei, fui a uma temakeria em São Paulo para almoçar, mas preferi não pedir temaki. Pedi algo semelhante às porções inglesas, compostas de sushi, sashimi e hossomakis e fiquei boquiaberta com o valor: R$47,90 (com um suco) versus L$11,50 (com suco natural).
Em Londres, considerando o câmbio, a mesma refeição sai em torno de R$ 34,00, próximo do preço cobrado pelas redes não saudáveis tradicionais.
O mesmo serve para sanduíches. Em São Paulo, portanto no Brasil, não é possível escolher um sanduiche saudável para levar para o trabalho ou para comer ao longo do dia. A grande maioria é sempre excessivamente elaborada, sendo composta de queijo derretido, hambúrguer frito ou grelhado (com bastante óleo) e um pouco de salada que se queima devido ao excesso de ingredientes na preparação, tornando inviável o consumo tardio desse alimento.
Algumas redes preocupadas com o panorama de saúde atual já apresentaram boas propostas, como aquelas em que se pode montar a própria salada ou o próprio sanduíche, mas a divulgação e o marketing ainda são muito fracos e não conseguem  fisgar o consumidor de verdade.

Aliás, a impressão é que o objetivo não é verdadeiramente alterar o hábito da população, apenas calar os críticos dando um ar nutricionalmente saudável longe da realidade.

“Já experimentei e não gostei. Muito caro e sem graça.” É o que frequentemente ouço em meu consultório quando pergunto às minhas pacientes se já provaram as sugestões de locais que ofereço. E é verdade! Em muitos casos, a apresentação e o sabores não são atraentes e o preço, quase sempre, é maior que a primeira opção delas.
Fiquei positivamente impressionada com o apelo do marketing das cadeias de fast food saudável na Europa. Eles são transparentes com os clientes, falam porque custa mais caro ou porque o produto não está mais disponível.  . Eles priorizam (e valorizam!) alimentos sazonais, orgânicos e preparados na hora e ainda mexem com o valor sentimental desse alimento para o consumidor final expondo na proposta quais os principais valores: oferecer alimentos saudáveis e que tragam felicidade, pois, como o próprio slogan de uma rede que me apaixonei diz: “Saudável porque é leve e nutritivo e que traga felicidade pois não é comida de coelho!”

É importante considerar que a demanda parte dos consumidores. Esperar que as empresas troquem produtos que podem ser preservados por longo tempo e baratos espontaneamente é ilusão. As empresas não estarão preocupadas com a sua saúde enquanto isto não for lucrativo (e não é!). Apenas a demanda muda os hábitos das indústrias, vide o crescente número de opções de alimentos integrais.


Somos um dos países com o solo mais fértil do mundo e com uma das maiores capacidades de produzir alimentos a nosso favor. Ao contrário disso, observo uma forte tendência a importação de hábitos alimentares americanos, trazendo e aderindo com força total o consumo de produtos industrializados, gordurosos e salgados. 
E o mais impressionante: hábitos crescentes no Brasil e em franco combate nos Estados Unidos, com Michelle Obama na linha de frente!!!
Talvez falte isso para o Brasil, utilizar outros países e com visão mais séria e profunda, no que se refere à saúde da população, como exemplo a ser seguido para ampliar a conscientização da importância do cuidado com a alimentação e garantir a oferta de alimentos mais saudáveis.
Enquanto isso não acontece, continuo fazendo a minha parte: insistindo em (re)educação nutricional e ensinando como podemos modificar ou melhorar nossos hábitos alimentares com os alimentos disponíveis de forma saudável, econômica e prazerosa!!
É possível se alimentar bem e de forma saborosa!!!

Seguem abaixo os links dos locais que descobrimos e adoramos por lá!
Vale uma visita ao site.... 
Não apenas para ter vontade de conhecer os locais, mas também para gerar boas idéias! ; )


Itsu – Health & Happiness

“Our mantra is health & happiness.
Health because it’s light and nutritious…happiness ‘cos it’s not rabbit food.”

Eat

Handmade in our kitchen everyday.
The secreto f our success is our kitchen. We don’t buy a single mass produced sandwich, sou por salad from any factory... we make them all ourselves by in our own kitchen, with a ONDE DAY shelf life for maximum freshness and quality, just like you would at home.

Pret a Manger

“Pret opened in London in 1986. College friends, Sinclair and Julian, made proper sandwiches avoiding the obscure chemicals, additives and preservatives common to so much of the 'prepared' and 'fast' food on the market today.”

2 comentários:

  1. Oi Debora!

    Gostei muito do post...Tb sou nutricionista e sei a dificuldade de encontrarmos opções saudáveis no Brasil!
    Admiro seu trabalho!

    Aline Paz

    ResponderExcluir
  2. Olá Aline,
    Obrigada por acompanhar o trabalho da Nutriterapia.
    É realmente muito difícil encontrar refeições rápidas, com preço acessível e saborosas aqui no Brasil.
    Se encontramos, na maioria das vezes elas são caras ou pouco atraentes.
    Cabe a nós, nutricionistas, oferecer conhecimento para que as pessoas que nos procuram possam alimentar-se de forma adequada e criativa em diferentes situações.
    Seguimos na luta, rs.

    Um beijo,
    Débora Rosa.

    ResponderExcluir

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