segunda-feira, 18 de março de 2013

O pão nosso de cada dia...

Bom, pessoal, quem acompanha o trabalho da Nutriterapia pelo twitter e facebook já sabe sobre a nova paixão lá de casa: nossa máquina de pães! 

Cansados daquela história de ir comprar pão pro café da manhã e não encontrar pães VERDADEIRAMENTE integrais, decidimos investir em qualidade e fazer nosso próprios pães com farinha integral mesmo e ingredientes mais saudáveis, como leite semi desnatado, farinha de aveia, ovos orgânicos, grãos integrais e etc.

Vale dizer que a GRANDE MAIORIA dos pães integrais (para não dizer todos), industrializados ou de padaria, são feitos com a farinha branca e a integral. Infelizmente, a farinha branca está presente em maior proporção nas receitas. Como descobrir? Basta olhar o rótulo das embalagens desses pães e observar na descrição dos ingredientes qual delas aparece em primeiro lugar. Tcharannnn: farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico. Não, essa farinha não é integral!! Muitas vezes, eles acrescentam somente a fibra do trigo para deixar o pão com aspecto integral, mas a massa mesmo é refinada!

A ideia da máquina veio de uma paciente querida que, no dia da sua consulta, trouxe um pedaço de pão fresquinho e ainda quente. Quando ela me disse que era possível programar o preparo para ficar pronto pela manhã, enlouqueci e só sosseguei depois que a minha chegou. Infelizmente, a chegada da máquina não foi tão empolgante quanto eu imaginava, pois a minha veio quebrada. Após 2 semanas de contato com as lojas Americanas, recebi outra novinha em folha e aí a brincadeira começou de verdade. Essa história começou há pouco mais de 2 meses e parece não ter fim. A cada hora que decidimos fazer um pão é como se ligássemos o vídeogame. Só desligamos por completo a hora que a máquina apita informando que o "jogo"acabou. 

Durante esse período já testamos inúmeras receitas. Em algumas, obtivemos ótimos resultados. Em outras, nem tanto. Alguns resultados frustrados se devem ao fato de haver poucas receitas para pães integrais no livro que acompanha a máquina e a minha aversão à farinha branca está se tornando uma paranóia. Erico e eu temos tentado de tudo para fazer um pão 100% integral, mas até hoje não chegamos à receita perfeita. 

Em nosso teste mais recente, tentamos substituir a farinha de trigo refinada por farinha de glúten. Resultado: o pão cresceu e a massa ficou macia, porém, pelo fato do glúten ser responsável pela elasticidade da massa, o pão ficou com uma textura esponjosa no dia seguinte. Próxima tentativa: substituir a farinha branca pela farinha de aveia ou de arroz.

O ideal seria conseguir preparar o pão apenas com a farinha de trigo integral, mas, quando preparado dessa forma, o pão integral tende a ressecar mais cedo devido a maior necessidade de água para manter esse pão hidratado. Além disso, durante o preparo, essa maior necessidade de água interfere no processo de fermentação e o pão não cresce. Adicionar mais agua também não é a solução! Acredito que se acrescentássemos mais gordura daria certo, mas isso eu prefiro não fazer. Bom, uma hora a gente chega lá e conta aqui pra vocês.

Enquanto isso, fiquem aqui com o nosso última teste e não se iludam com o resultado. Como disse, a cara ficou ótima, o sabor também, mas a textura incomoda um pouco. 

Pão integral de máquina:
1 xícara de água
1,5 colher de sopa de azeite (a receita pede margarina, mas com azeite é muuuito melhor)
2 xícaras de farinha de trigo integral
2 xícaras de farinha de glúten
2 colheres de sopa de açúcar mascavo
3 colheres de sopa de farinha de trigo refinada
1,5 colher de chá de fermento biológico para pão
1 colher de chá de sal

Preparo: acrescentar todos os ingredientes na máquina na ordem acima e levar à maquina no modo "pão integral". O tempo de preparo é de 4horas.

Em breve, vocês conferem nossas próximas experiências. 
Ótima semana a todos,
Débora Rosa.



4 comentários:

  1. Olá Debora, sempre acompanho sei Blog e face, adoro seus post. Parabéns! Estava querendo comprar uma máquina dessas, que marca você me recomenda??? Obrigado!

    ResponderExcluir
  2. Olá Marcel, obrigada pelo seu contato. Fico feliz em saber que acompanha e gosta do meu trabalho!
    A máquina que temos é da Britania (Prime 2), mas sei que a da Arno também é muito boa, porém maior.
    Independente da marca, recomendo e muito a aquisição.
    Boa sorte.
    Um abraço,
    Débora Rosa.

    ResponderExcluir
  3. Olá, Débora!
    Obrigada por seus posts e suas receitas. É difícil mesmo achar receitas boas para pão integral. Tentei uma que usou o forno (porque ainda não tenho uma máquina de pão! :( ), mas sempre ficou com consistência estranha também.
    Sou dos EUA mas moro aqui no Brasil. A dificuldade que tenho é que todas as receitas americanas falam para usar "bread flour" ("farinha de pão"?) que segunda à minha sogra brasileira, não existe aqui. Li um pouco na internet e um artigo disse que pode acresentar um pouco de glutem puro (que nem você fez) com outra farinha para ajudar com a elasticidade (que nem a "bread flour" faria).
    Por enquanto, achei essa receita que usa farinha de trigo integral e que não depende de "bread flour" nem de gluten. Espero que ajude! (Se tiver uma dúvida do inglês, é só perguntar.)

    http://www.food.com/recipe/100-whole-wheat-bread-bread-machine-221429

    ResponderExcluir
  4. Olá Danielle, obrigada pelo seu contato!
    É muito difícil mesmo encontrar receitas 100% integrais, especialmente para pães que exigem uma durabilidade maior e a farinha integral sozinha não permite isso.
    Na época em que oferecia consultoria à padarias, conheci as famosas pré misturas utilizadas para o preparo de pães. Essas misturas prontas são compostas por diferentes tipos de farinha e apenas uma pequena parte, cerca de 15% da composição, era proveniente de farinha integral. Acredito que a bread flour seja mais ou menos isso. Dei uma breve pesquisada e vi que ela é preparada com uma pequena quantidade de glúten para conferir mais elasticidade à massa. Dá pra fazer esse teste com a massa caseira tb. Inclusive, esse será nosso próximo teste aqui em casa!
    Eu particularmente não gosto nem daquelas pré misturas para pão da Fleischmann, D. Benta e etc. Se for pra fazer em casa, acabo recomendando diferentes testes até chegar a consistencia e aspecto desejados. Uma hora dá certo!
    Não podemos desistir... Obviamente, haverá momentos em que os pães industrializados tornar-se-ão uma alternativa, mas não pretendo tornar-me dependente de padarias ou da indústria novamente. A máquina de pães caseiros facilitou muito nossa independência e, além disso, é uma delícia esperar pelo resultado final!
    Recomendo!!!
    Um beijo,
    Débora Rosa.

    ResponderExcluir

Newsletters

Facebook

Twitter

Instagram